Deixa falar todas as coisas visíveis
deixa falar a aparência das coisas que vivem no tempo
deixa, suas vozes serão abafadas.
A voz imensa que dorme no mistério sufocará a todas.
Deixa, que tudo só frutificará
na atmosfera sobrenatural da poesia.
João Cabral de Melo Neto
Primeiros poemas (1937-1940). In: Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008. p. 7.
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