É nesse campo de correlações de força que se deve tentar analisar os mecanismos de poder. Com isso, será possível escapar ao sistema Soberano-Lei que por tanto tempo fascinou o pensamento político. E se é verdade que Maquiavel foi um dos poucos - e nisso estava certamente o escândalo do seu 'cinismo' - a pensar o poder do Príncipe em termos de correlações de força, talvez seja necessário dar um passo a mais, deixar de lado a personagem do Príncipe e decifrar os mecanismos do poder a partir de uma estratégia imanente às correlações de força. (FOUCAULT, 1980, p. 92)
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